
JAIRO ARAGOM
1º LUGAR — O Futuro da Poesia
Sua Biografia:
Jairo de Araújo Gomes nasceu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro no dia 28 de dezembro de 1974. Escreve poesias simplesmente por gostar, sem nenhuma pretensão, e usando os pseudônimos Mário Corredor e Jairo Aragom.
Participou das Antologias de poemas Fractais da Alma, publicado pela editora brasileira Andros; Enigma, da editora portuguesa Sinapis e publicou um conto na coletânea Patas, Pelos e Penas, da editora portuguesa Pastelaria Studios Editora.
Sua Entrevista:
1. Você pode se apresentar pra gente? Quem é você quando não está escrevendo?
Sou um cara preocupado com a vida em minha volta, sempre ocupado com reflexões sobre tudo, em atender todo mundo e realizar tarefas que inventei e concluir as que nunca termino. Tenho dificuldade em decorar textos ou falas. Sou o marido da minha amada Solange, pai da Larissa e da Rayssa e avô do Matheus e da Heloísa. Sou TACS, Técnico Agente Comunitário de Saúde, trabalho levando informações de saúde de porta em porta. Sou membro e diretor financeiro de um Museu Social, o Museu de Arte e Cultura Urbana da Baixada Fluminense, e ainda tenho várias atuações na construção civil, como pintor predial, montador de drywall, entre outras habilidades.
2. Sua crônica teve tema livre - por que você escolheu falar justamente sobre isso? De onde veio essa ideia?
A partir do tema do FLAL, "Palavras sem fronteiras", e de uma inquietação e realidade que vivi, e acredito que todo poeta brasileiro vive: descaso, desinteresse, desvalorização... Pensei: "Vou escrever algo sobre esta realidade sem fronteiras. Será que o mundo todo trata o poeta da mesma forma que no Brasil? Será que a poesia vai acabar?"
3. Você lembra como foi o momento em que escreveu? Foi de uma vez só, inspirado(a), ou foi reescrevendo aos poucos?
Então, nesta crônica eu narrei um fato real que realmente aconteceu comigo, pensando e refletindo sobre a poesia no Brasil. Na época, tinha pesquisado sobre poetas em outros países. No momento de escrever, a ideia estava na cabeça, então fui escrevendo. Pesquisei novamente sobre o assunto para tirar dúvidas. Às vezes escrevo algo e penso: "Será que é isso mesmo?" Então, vou pesquisar.
4. O que mais te chama atenção no dia a dia e te dá vontade de transformar em crônica?
O comportamento das pessoas, suas histórias. Eu anoto situações que vivo, que me contam, cenas do cotidiano. Penso: "Isso cabe numa cena de um livro!" Mas geralmente vira uma poesia. Não escrevo crônicas com frequência, dá trabalho, rs.
5. O que esse prêmio representa para você e o que você diria para alguém que gosta de escrever, mas ainda não se inscreveu em nenhum concurso?
Esse prêmio representa para mim um reconhecimento e um incentivo para continuar escrevendo. Para alguém que gosta de escrever, mas ainda não se inscreveu em nenhum concurso, eu diria: se inscreva! Às vezes, a gente escreve sem imaginar onde nossas palavras podem chegar.
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MARIA LEONILDA PEREIRA
2º LUGAR — O Essencial não se Explica
Sua Biografia:
Maria Leonilda Soares Videira da Fonseca Pereira, licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, ama as palavras.
A sua vida de professora de Português do Ensino Secundário, os clubes de escrita e leitura, a publicação anual do livro Olhares da Lua (textos dos alunos, selecionados e editados em colaboração com os colegas da escola), a fomentação de intercâmbios escolares, nacionais e internacionais, evidenciam o gosto e amor à Língua Portuguesa.
Publicou Da Minha Janela, um livro de poesia e A Gargalhada do Medo, infantil, a par de contos e poemas em coletâneas, revistas e redes sociais.
Ler e escrever são atividades indispensáveis no seu quotidiano.
Sua Entrevista:
1. Você pode se apresentar pra gente? Quem é você quando não está escrevendo?
Sou professora de Português aposentada, leitora assídua e curiosa pelo que me rodeia. Gosto de conviver com a família e os amigos, viajar, observar a natureza e descobrir outros lugares e pessoas. Talvez nunca deixe verdadeiramente de ser leitora, mesmo quando não estou a escrever.
2. Sua crônica teve tema livre — por que você escolheu falar justamente sobre isso? De onde veio essa ideia?
Escolhi falar de literatura infantil e juvenil porque me levou às histórias que ouvia à lareira e à carrinha da Gulbenkian, onde descobri tantos livros. Quis ligar essas memórias à leitora e à escritora que sou hoje.
3. Você lembra como foi o momento em que escreveu? Foi de uma vez só, inspirado(a), ou foi reescrevendo aos poucos?
A ideia surgiu com facilidade porque partia de memórias muito presentes. Escrevi uma primeira versão e depois fui relendo e depurando. Gosto desse trabalho: escrever, deixar repousar e voltar ao texto para perceber o que está a mais ou ainda falta.
4. O que mais te chama atenção no dia a dia e te dá vontade de transformar em crônica?
As pessoas, os comportamentos, as relações e pequenos acontecimentos do quotidiano. Gosto de observar e questionar. Às vezes, uma conversa, uma notícia ou um gesto aparentemente insignificante, basta para nascer uma crónica.
5. O que esse prêmio representa para você e o que você diria para alguém que gosta de escrever, mas ainda não se inscreveu em nenhum concurso?
Representa o reconhecimento de um texto em que coloquei memórias e reflexão e, naturalmente, deixa-me feliz. A quem ainda hesita, diria: participe. Um concurso pode trazer um prémio ou uma rejeição, mas nenhum dos dois deve decidir se continuamos a escrever.
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KAROLINE MORAES
3º LUGAR — O Banquete das Esfomeadas
Sua Biografia:
Karoline Moraes, escritora independente de 28 anos, movida pela paixão de transformar sentimentos em palavras. Tenho três livros publicados, sendo um deles disponível gratuitamente no Wattpad como um rascunho de obra. Minhas histórias exploram a força das emoções, a riqueza das raízes culturais e a poesia que habita o cotidiano.
Escrevo para tocar corações, provocar reflexões e criar conexões verdadeiras entre quem lê e quem vive a história. Além da escrita, participo ativamente de eventos e projetos literários que incentivam a leitura e fortalecem a literatura independente.
Sua Entrevista:
1. Você pode se apresentar pra gente? Quem é você quando não está escrevendo?
Sou a Karoline Moraes, escritora, 28 anos. Escrevo romances desde os 16, embora só alguns textos estejam publicados no meu nome, escrevo muito como escritora fantasma. Quando não estou escrevendo, sou a Karol: mãe, esposa, dona de casa e atendente de call center. Uma mulher comum como tantas outras, observando o mundo ao redor, uma leitora apaixonada por histórias.
2. Sua crônica teve tema livre - por que você escolheu falar justamente sobre isso? De onde veio essa ideia?
O tema morava na minha cabeça há muito tempo. Como leitora apaixonada pelo gênero, vi as mulheres assumirem o dark romance como favorito e entendi que existe muita mulher com a mesma fome. Há preconceito com esse tema, principalmente porque, na prática, esse amor intenso e obsessivo não é saudável. Mas o que muitas pessoas, principalmente os homens, não compreendem é que num relacionamento longo tudo esfria e vira automático; nos tornamos a "mãe" dos nossos parceiros. E essa fome de ser amada e cuidada como se nada mais no mundo importasse nunca é saciada, porque estamos sempre cuidando do outro e raramente nos sentimos cuidadas.
3. Você lembra como foi o momento em que escreveu? Foi de uma vez só, inspirado(a), ou foi reescrevendo aos poucos?
Escrevi de madrugada. Estava lendo um dark e, após um longo suspiro, olhei para o lado e vi meu marido dormindo. Pensei em tudo que vivemos, no que foi prometido e em tudo que existe de desejo em mim. Honestamente, não quero meu marido invadindo minhas contas para ver com quem falo, nem que ele mate alguém por encostar a mão no meu ombro, mas seria bom saber que ele seria capaz, que sente vontade disso. Abri o computador e deixei as ideias virem. Não sou boa em expressar meus sentimentos em falas, mas sou ótima em transformá-los em histórias.
4. O que mais te chama atenção no dia a dia e te dá vontade de transformar em crônica?
O comportamento das pessoas e as reações. Tudo que fazemos gera um sentimento, e eu gosto de observar como as pessoas lidam com eles. Principalmente porque eu mesma não consigo lidar bem com os meus, e escrever sempre me ajudou a colocar os sentimentos em ordem.
5. O que esse prêmio representa para você e o que você diria para alguém que gosta de escrever, mas ainda não se inscreveu em nenhum concurso?
Esse prêmio é mais que uma simples conquista: é uma prova do meu valor para mim mesma. Passei muito tempo tentando ser aceita em grupinhos e buscando aplausos da família; quando me inscrevi, não pensei em ganhar, só queria participar. Quando recebi a notícia do terceiro lugar, nem consegui reagir, eu estava insegura demais e isso me provou que eu realmente sou boa. E para quem gosta de escrever mas nunca se inscreveu: ouvi um dia uma frase que mudou minha vida e talvez mude a sua agora. Quando colocamos uma criança para fazer natação ou artes marciais, não a colocamos para vencer uma Olimpíada, queremos que ela aprenda a nadar, a se defender. Então não coloque pressão em você também: participar, correr, também faz parte do processo.
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